Esperas.
Antes era uma ansiedade feliz, uma espera que eu sabia que valia a pena, contava o dia, as horas e não tinha um minuto de dúvida ou insegurança, como uma criança que viu a bicicleta escondida uma semana antes do aniversário.
Hoje a espera continua, mas é diferente, espero a mesma coisa, conto os dias, as horas do mesmo jeito. Mas o que sobra é dúvida e insegurança. Não é uma espera de algo que vai me alegrar, mas uma esperança que pelo menos eu não saia pior que entrei. Uma torcida, cega de fé, que não haja aborrecimento.
Uma torcida cada vez mais inútil.
Por que ainda espero? Inércia, talvez. Mas cada vez espero menos e com mais resignação, tristeza e outros sentimentos menos nobres. Em breve, sei que não vou ter mais pelo que esperar.
Com uma certa tristeza, espero por essa triste notícia boa.
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