Fevereiro 01, 2010

Infantilidades.

Interessante como pensam certas mulheres, felizmente não são a maioria, mas é grande parte das que eu conheço. Tem formação, gostos e caracterísitcas tão diferentes que não da para dizer que é por causa desse ou daquele detalhe que são assim. A única coisa em comum nelas é se acharem a última bolacha do pacote, a última coca-cola do deserto. Chega a ser patético a maneira como se portam, agem de um jeito que parece até que todos os homens do ambiente estão com os olhos vidrados nela, imersos em devaneios eróticos.
Eu sei, a culpa disso tudo é dos homens. Não podemos ver nada de saia que já elogiamos, levantamos o ego, queremos fazê-las sentir-se melhor seja com más intenções, seja apenas como exercícios para quando aparecer uma mulher realmente interessante. Agora vai brincar com uma dessas desnumbradas, vai ser gentil ou apenas tratar bem: automaticamente estamos apaixonados. Só é engraçado com os outros.
Quando elas se interessam por nós então... vira quase uma atração fatal. Jogam aquilo que elas chamam de charme (um dia falo mais disso) e temos a obrigação moral de ficarmos caídos. Se não ficarmos automaticamente viramos gays, afinal homem nenhum resistiria a tal beldade se insinuando de maneira sexy (?) e tão descarada.
A situação fica tensa mesmo quando além de não sucumbirmos a tão deliciosos encantos ainda temos o desplante e despeito de saírmos com outra mais bonita e/ou mais jovem e/ou mais legal que elas e que elas conheçam.
O amor vira ódio.
E ódio vira uma tentativa patética de desprezo.
Aí sim fica realmente engraçado. O cara e a mulher rejeitada no mesmo ambiente. Ela fazendo tudo para ser notada, para o cara notar que ela está lá e não vai falar nem um "boa noite" com ele e ele nem aí, falando com todo mundo do mesmo jeito e ignorando de verdade a presença dela ou prendendo o riso quando olha a cara de raiva e desconforto. Raiva e desconforto não por ter sido recusada, mas por saber que parou de falar com o cara e para ele a vida continuou até melhor.
São essas coisas que me fazem gostar de ter nascido homem.

Setembro 02, 2009

Âncoras.

A maioria das pessoas conhece alguém que, por melhor que seja a notícia que temos, sempre arruma uma jeito de ver algo imesuravelmente negativo no que dissesmos. Na verdade, não são pesoas, são âncoras que sempre querem nos levar ao fundo. Muitas vezes só em estar ao lado de uma dessas pessoas já nos sentimos estranhos, mal.
Não entendo o que faz uma pessoa ser assim, porque sei que pessoas assim não se divertem nem têm prazer com nada. Apenas, por hábito, talvez, queriam dividir sua própria miséria com outros. Sempre tento evitar pessoas assim, se vejo que um conhecido é assim, me afasto logo. Mas nem de todo mundo podemos ou conseguimos nos afastar.
É de causar depressão quando chegamos para contar uma notícia que julgamos boa para nossas vidas e uma âncora já encontra mais de nove milhões e meio de defeitos. Dá vontade de sair xingando, batendo, mas em nome da educação e respeito nem sempre é possível.
Por conhecer e conviver com gente assim que tenho o hábito de nunca falar nada de meu para ninguém.

Agosto 26, 2009

Entre o Certo e a Vontade.

Andei reparando que sempre que temos uma decisão importante a tomar ficamos entre o que é o certo a fazer o que queremos fazer. Nunca, ou quase nunca, o que desejamos é o correto. Eu mesmo, quando tenho uma decisão dessa a tomar me rendo a minha vontade, mesmo deixando minha consciência dolorida. Sou fraco nesse ponto. Simplesmente isso, não tenho força de vontade nenhuma para resistir a maioria dos meus impulsos e nem quero. Muitas vezes sei que é errado o que eu estou fazendo e que as consequências não valem o risco, mas... 
Por outro lado valorizo e apoio quem faz diferente, prefere fazer o certo, por mais difícil que seja, a fazer o que se quer. Sei que é difícil e normalmente fica aquele gosto de "e se...", por isso eu dou o máximo de força que posso a fazerem o certo. Apenas nesse aspecto que eu faço o certo, mesmo que a decisão da outra pessoa fazer o certo não me deixe feliz.

Julho 15, 2009

Sobre Problemas e Soluções.

Os problemas aparecem na nossa vida com uma única missão: para que possamos encontrar uma solução. Se bem que a maioria dos problemas não aparecem, de um jeito ou de outro, nós que os causamos. A outra parte alguém causa para a gente, mesmo sem intenção.
Mas uma vez que o problema aparece, devemos resolvê-lo o quanto antes, caso contrário vira uma bola de neve e vai agregando outros problemas até que é transformado num verdadeiro inferno sem saída.
Por isso eu odeio dexar as "coisas como estão" ou a cargo do tempo. Sou da opinião que tem que chegar lá e fazer o que tem que ser feito, não importando se vamos gostar ou não de fazer. Nem sempre a necessidade é prazerosa. O  que deve ser feito, normalmente, é justo aquilo que não queremos fazer.
Outra maneira de procrastinar é dizer que vai esfriar a cabeça, se acalmar... bobagem. Por experiência, sei que 99,468% das decisões que tomamos num primeiro momento são as mais acertadas. Quando não são é apenas porque não estamos a par de toda a situação. Então para que esperar? Toma-se uma decisão e segue com ela em frente para ver o que vai dar.
O máximo que pode acontecer é se trocar um problema por outro.

Junho 13, 2009

Eu Sou um Velho.

Sou um velho. Sei e aceito isso numa boa. Às vezes falo isso e as pessoas não entendem, dizem que pareço mais novo, que minha idade não é tanta assim e outras coias desse tipo. Mas eu sou um velho.
Não dizem que a idade está na cabeça? Então, minha cabeça é de velho, tenho valores e pensamentos de velho e me surpreendo sempre como as coias mudam. Atualmente nada me deixa mais surpreso que pessoas cronologicamente mais velhas que eu tendo esses "pensamentos" e "valores" jovens.
Ainda sou do tempo em que quando alguém demonstrava interesse no outro e esse outro deixava claro que já tinha um relacionamento (casamento, noivado, namoro ou um peguete que seja) desanimava a pretendente. Hoje é o contrário, quanto mais o cara se mostra "difícil" dizendo que tem namorada mais instiga, mais elas querem, mais se torna questão de honra! O pior que quando vamos buscar apoio em um colega esses, em lugar de ajudar, fazer a pessoa desistir eles ainda põe pilhas com frases feitas tipo "o que os olhos não veem..."
Sim, eu sou um velho, penso como velho e tenho velhos valores, os quais eu prezo muito. Mas vejo que daqui a algum tempo eu vou ser obrigado a me adaptar ou não terei relacionamento nenhum. Mesmo que eu não faça nada demais, vou ser obrigado a aceitar que ela faça.
Acho que eu vou morrer sozinho num asilo.

Abril 27, 2009

Repercussão

Por causa dessa brincadeira um monte de fã de pagode vem, ainda hoje no meu blog, encher o saco. Esse post foi em 2004, mas parece que só agora o fã clube oficial do dito marginal conseguiu entender a piada. Cinco anos, nada mal para pagodeiros.
Enfim, o que mais me impressiona, além do flagrante anafalbetismo deles, é que os argumentos se resumem a "ele tem e você não tem" (Ele tem o que você deu para ele, babaca, e não compartilha. Logo você "não tem" igual a mim), "ele é bonito" (O que esperar de fã de pagode? Bom gosto?) e "invejoso" (Como se eu fosse ter inveja de quem gosta de pagode...).
Para muitos senso de humor é quase associado à inteligência. Cada dia eu fico mais convencido que não é só uma teoria, mas uma verdade científica. Como podemos ver pela forma que está nos comentários  - eu não apaguei nenhum, me fazem rir - esse povo não tem o mínimo senso de humor.
Agora, defender traficante só porque é famoso, como se fama fosse indulgência para se quebrar as leis, ou só porque é rico e famoso, é muita falta de discernimento.
Algumas pessoas têm um conjunto de valores além dos monetários. Outras aquém.

Abril 09, 2009

I Love it Loud!

Existem certas obrigações que temos que fazer, uma vez na vida ao menos, antes de morrer para chegar do outro lado com a consciência tranqüila. Cada um tem um Meca pessoal. Ontem eu fui à minha.
Algumas coisas, durante essa peregrinação, nos perseguem, lembranças esquecidas aparecem como as vivenciamos no momento em que ocorreram. Ainda lembro de um domingo, no início de 1983, na época que o Fantástico era pertinente, uma reportagem especial sobre uma banda que estava vindo ao Brasil pela primeira vez. Lembro de ver um quarteto com rosto pintado e roupas estravagantes tocando uma música alta, pulsante, agressiva. Lembro do quanto eu quis ir a esse show sem ter nunca ouvido outra música dessa banda.
Eu tinha seis anos e meus pais, ainda que eu pudesse ir, consideravam rock and roll coisa do Diabo.
O clipe de I Love It Loud me mudou para sempre. Comecei a querer saber mais sobre aquela banda e aquele tal de rock and roll. Daí foi um pulo para conhecer Iron Maiden, Black Sabbath, Deep Purple. Tudo o que sou hoje, meus gostos, minha personalide, a maneira como penso e enfrento meus problemas se deve àquele domingo, àquele clipe, àquela música.
Ontem estive em Meca. Minha Meca foi na Praça da Apoteose, um reduto do samba que por duas horas virou terreno sagrado do Rock and Roll. O Kiss estava lá, as roupas, as botas plataformas, a maquiagem, os fogos e a pirotecnia. Tudo o que em outras bandas, outras pessoas seriam motivo de risos e que neles fica especial. Cada música, cada firula estava perto do paraíso. Cada fã que passava com o rosto maquiado como a banda estava, comigo, às portas do paraíso.
Finalmente vi e ouvi I Love it Loud ao vivo. Estava lá... estava lá... não há palavras que possa explicar o que eu estou sentindo agora nem o que eu senti na hora.
Missão cumprida. Já fiz o que eu queria fazer na vida, o que vier é lucro.

Março 03, 2009

O mundo é dos espertos.

Com a popularização dos celulares, em sua maioria nos planos pré-pagos, hoje qualquer um tem uma linha e não tem crédito para da um simples "oi liga de volta". Por sorte todas as operadoras oferecem o serviço de identificação de chamadas (BINA - B Identifica Número de A), então fica fácil ligar, deixar o celular identifcar para a pessoa então ligar de volta.
Isso gera dois problemas básicos. O primeiro é o imediatismo, como o dono do "pai-de-santo" não tem um real de crédito para falar, ele não sabe se o outro está ocupado, dirigindo, trabalhando ou simplesmente não quer retornar aquela hora e fica perturbando ad infinitum. Gente sem noção mesmo, às vezes somos obrigados a desligar nosso celular para ver se sossegam o facho.
O outro problema é causado pela (falta de) esperteza de certas pessoas. Como ela quer que liguemos de volta se o infeliz liga com número restrito justamente para não ser identificado?! E depois reclamam que ligaram um monte de vezes e nós nem respondemos.
É para pegar um mané desses e bater até ele aprender que se é para retornar a ligação há a impreterível necessidade de se identificar o número de origem.
O dia que lançarem um plano só de mensagem de texto troco meu número e acabo com esses problemas.

Dezembro 24, 2008

Considerações sobre o Natal.

O pior de Natal/Ano Novo sem dúvida é aquele bando de bêbado que não nos dá nem "bom dia" durante o ano todo, quando chega meia-noite, aparece chorando e babando no nosso ombro dizendo que nos ama.
-x-
Natal perdeu o significado pra mim quando eu entendi o que era o Natal, no sentido Cristão da data, e passei a ver a hipocrisia que é hoje: o consumismo, a desculpa para beber, a falsidade, etc.
É nojento esse povo que não reza um Pai Nosso o ano inteiro ficar ouvindo músicas pseudos-natalinas enquanto enche a cara da manhã até a noite. Porra, o FDP não tem nenhuma religiosidade então pra quê?
Pra dizer que está no espírito natalino?
A vantagem dos crentes é que não os vemos pulando Carnaval.
-x-
Para quem ler isso, Feliz 2009.

Dezembro 08, 2008

Um Parágrafo de profilaxia.

Às vezes me acusam de fazer uso da profilaxia, mas é uma falácia mal disfarçada em um sofisma. Uma acusação de má fé e até ingenuidade, diria. Eu sou conciso e claro em minha mensagem, pelo menos é isso que tento sempre, mas nem sempre obtenho sucesso pois as pessoas tendem a se confundir com extrema facilidade (que chega a ser paradoxal meu esforço para dizer o que deve ser dito com poucas palavras e a maneira como coisas simples são complicdas por gente que simplesmente não aceita a simplicidade de certas coisas). Pessoas profiláxicas, que não são poucas e não têm a menor preocupação de esconder esse traço, têm um discurso vazio e usam desse dom - que é uma maldição quando não há maneira de se evitar e a pessoa é profiláxica involuntariamente - para se passarem por eloqüentes quando, na verdade e de contrária à intenção e de eloqüência não existe nada. Mas a profilaxia, quando bem empregada, nos raros casos onde isso é possível, pode passar uma idéia e essa idéia ser tão minuciosa nos pormenores que não restará dúvida da mensagem a ser passada. Pena que usualmente ela é usada apenas com objetivo, facilmente alcançado, vale a pena ressaltar, de ludibriar o ouvinte, coitado, que sem ter como se defender, ou por lhe faltar argumentos mas, na grande maioria dos casos, por lhe faltar entendimento mesmo, se perde em meio a um discurso bem elaborado superficialmente parece profundo mas no fundo é só superficial.

Novembro 25, 2008

Retrato da Educação.

Eu sempre defendi um maior rigor objetivo nos concursos para a contratação de professores. Os dois que eu fiz - e passei com facilidade - não chegavam ao nível de um bom vestibular. Poxa, são professores, pessoas graduadas que terão a responsabilidade de educar e formar outras pessoas. Vejo professores de escola pública que estão desiludidos e, por isso, desmotivados e não se dedicam ao ensino, prejudicando justo que mais precisa: o aluno do público.
Parece que agora o Estado do Rio aumentou um pouco o rigor na sua prova de seleção: em lugar de acertar 30 de 60 questões tem que acertar 35 de 65 , um absurdo!, sem zerar nenhum conteúdo: português, pedagogia, legislação e conhecimentos específicos.
Virou um Deus-nos-acuda. O que tem de gente acomodada, que só fez, e mal feito a graduação reclamando da prova. Esse povo acostumado com a mediocridade se sentiu excluído e prejudicado de um processo mais seletivo. Azar, ninguém manda ser burro e acomodado.
Para exemplificar isso, no meio de uma discussão com os chorões, eu falo: "estou cansado de ver professor que não sabe nem quanto é 1 + 1". Para minha surpresa uma PROFESSORA de geografia responde com a empáfia típica dos medíocres: "sou da área de humanas, não preciso saber quanto é 1 + 1".
Tenho pena de alunos de qualquer professor que não saiba identificar um recurso retórico quando um cai em cima dele. Na boa, vai ser burra assim no inferno!

Outubro 18, 2008

O Seqüestro em Santo André.

Não quero falar da demência do tal Lindembergue, da feiúra da Eloá ou da idéia de um homem de 22 anos namorar uma menina de 15, ou 19 e 12 anos no início do namoro. Não vou comentar do circo armado ou da demora da autorização da polícia dar um fim naquilo.
Não vou falar que não se pode culpar os policiais já que as ordens vem de cima, eu fiquei com pena do coronel falando que não agiram antes com medo da repercussão. Onde já se viu, colocar o bem estar das reféns em segundo plano com medo de notíciazinhas de jornais.
Não quero falar de nada disso.
O que me indignou mesmo foi a autorização para a colega dela voltar ao poder do seqüestrador após ser liberada. Onde já se viu isso! Palhaçada!
Isso mostra muito mais sobre o estado covarde em que a sociedade vive do que parece numa olhadela superficial. O que está acontecendo? Quer dizer que o bandido pede um refém para voltar ao cativeiro e a polícia vai a casa desse refém, busca e entrega, igual a uma pizza? O Estado de Direito está de joelhos, nós estamos de joelhos. Alguns de nós queremos reagir, precisamos reagir mas quem pode fazer acontecer essa reação, encarar a bandidagem tem medo da repercussão. Da idéia que o bandido não tem culpa, a culpa é da vítima. Que o infeliz lá só fez a cagada porque a Eloá não quis ficar mais com ele.
A culpa é da menina, insensível, que não respeitou a paixão doentia do rapaz.

Agosto 19, 2008

Aparências.

Quem diz que não vive de aparência é mentiroso ou ingênuo. Não estou falando, claro, de fingir ter o que não tem ou ser quem não é, estou falando justamente o contrário.
Tem dias, que às vezes se estendem por semanas, que simplesmente não queremos sair de casa. Não é depressão, síndrome do pânico ou nada do tipo, é o simples desânimo, a falta de vontade de ver os outros, de aparentar estar tudo normal pela certeza que ninguém vai te entender. Fazemos isso sempre.
Normalmente nem notamos, mas há dias que não tem como. De longe, pela postura ou pelo olhar até quem não é próximo nota que há algo errado. Não existe máscara que esconda. Nessas horas temos que nos fechar, dizer que há sim algo errado e que isso não interessa ninguém.
Hoje é um dia que eu invejo que pode não trabalhar. Queria ficar em casa, sozinho por um mês. Não posso, então tenho que fingir que não há nada tão errado, que não há um buraco no mundo.

Agosto 06, 2008

Fantasmas.

Existem algumas coisas que escondemos tão fundo que esquecemos delas, que parece que foram apagadas, como se nunca tivessem existido. Certas sensações desconfortáveis que prometemos nunca mais ter e, por não tê-las há muito tempo, esquecemos da promessa e baixamos a guarda.
Isso é imperdoavel e o castigo aparece sem demora.
Primeiro passamos por algo leve, um encontro, uma lembrança ou até uma brincadeira de gosto duvidoso. Passa despercebida, não desperta nada de ruim. Esquecemos uma vez mais de nós mesmos, do que escondemos e que nos machuca.
De repente vem o golpe. Único. Certeiro. Mortal. Tudo aquilo que estava esquecido, apagado como se nunca tivesse existido volta de uma vez só, a incredulidade ou a credulidade, o saber o que fazer e o não querer fazer, a pergunta certa e o medo da sinceridade da resposta. As dúvidas e indecisões. O olhar para frente e não ver caminho nenhum. E saber que tem a fazer uma escolha definitiva, uma aposta única, ou tudo ou nada.
Uma vez resolvido e superado, enterramos e esquecemos. Aí, um dia, volta uma vez mais, sempre mais forte, sempre quando menos esperamos. Um ciclo doentio e initerrupto, mais cedo ou mais tarde estamos sempre no mesmo lugar.
Nunca aprenderemos.

Julho 21, 2008

A vida na janela.

Aceito porque tenho que aceitar, mas na verdade não entendo a necessidade que a maior parte das pessoas tem de mostrar tudo que faz e tudo que acontece com ela para o mundo. Sei que parece meio paradoxal alguém que tem um blog pensar assim, porém eu nunca dei detalhes mas pessoais sobre mim aqui, nem pretendo fazer isso nunca.
Na verdade eu não ligo nada para a vida dos outros, e até me chateio um pouco quando alguém insiste em me contar detalhes do último relacionamento frustrado, por exemplo. Mas isso nem é o pior, o pior mesmo é a cobrança que tenho por não ficar fazendo relatórios da minha vida para qualquer um. Impressionante como esse pessoalzinho ficou mal acostumado a tomar conta da vida dos outros e quer tomar conta da minha.
A última é que tem gente que acredita que não tenho namorada apenas por que não a levo para fazer lanche num traylerzinho perto de casa, como se eu não tivesse lugar melhor para ir com ela num final de semana. Vê se eu posso com isso.
Esse tipo de pensamento pequeno, minúsculo é exatamente do que eu estava falando no outro post. Continuo achando isso muito pequeno para alguém, mas, com certeza pessoas que não sabem como a vida pode oferecer mais se contentam com o que tem e são muito mais felizes.
Mesmo assim eu não os invejo.

Junho 13, 2008

Mundo 24 Horas

Hoje quase tudo funciona 24 horas. Habib's 24 horas. Bancos 24 horas. Lanchonetes 24 horas. Até algumas academias 24 horas. Isso é ótimo para aquela parcela da população, na qual eu estou incluído, que se sente melhor a noite que de dia. Que não gosta de sol, claridade e multidão.
Mas o que precisamos mesmo que funcione a noite e de marugada não funciona. Muitas vezes nem final de semana. Bancos, por exemplo, a maioria das pessoas trabalha de 8:00h às 17:00h e só por causa disso o atendimento bancário é de 10:00h às 16:00h, ou seja, ou tu resolve no auto-atendimento ou não resolve. Mesma coisa para serviços públicos. Eles fazem isso de propósito para ninguém nunca ir lá.
Mas o que eu queria mesmo é uma escola com aulas de madrugada. Sério. Já trabalhei de madrugada é é um horário ótimo. Sem estresse de trânsito, clima mais agradável e pessoas notívagas são melhores companhias.
Sem contar o tempo durante o dia para resolver a própria vida nos bancos e repartições públicas da vida.