julho 17, 2004

Condicionamento e costumes.
Eu já ficava extremamente incomodado em andar de ônibus. Na verdade eu nem ligava para a espera no ponto, a demora ou o desconforto dos bancos. Nem viajar em pé me incomoda tanto.  O que me incomoda mesmo nos ônibus - em todos os lugares, de forma geral - é a falta de privacidade. Tem gente que não se toca que está num ambiente público, que existem outras pessoas compartilhando o mesmo lugar que elas.
 
"Eu paguei passagem" - dirão essas pessoas.
"F*-se!"direi eu.
 
Se eles pagaram passagem, paguei eu também. A mesma passagem, o mesmo valor. Quero, exigo ter meu direito de viajar em paz respeitado. Não quero ninguém puxando assunto comigo, ninguém dormindo e caindo em cima de mim. Não vou admitir ninguém gritando, por qualquer motivo, ao meu lado.
 
Não sou de arrumar confusão, às vezes prefiro até passar por otário ou covarde do que começar um coflito desnecessário. (Não ligo mesmo para a opinião dos outros.) Mas tudo tem limites. Se for inevitável, entro de cabeça na confusão mesmo sabendo que eu vou me ferrar no final. Me ferro sim, só que alguém vai comigo.
 
Nessas horas é que é necessário um carro. Não pelo conforto. O custo é infinitamente maior do que andar de ônibus, mas a privacidade vale cada centavo. O fato de escolher a companhia ou até andar sozinho faz velar qualquer custo.
 
-x-
 
Não sei se sou só eu, mas companhia indesejada é uma das coisas que mais me irritam. Dizem que eu vou ficar solitário, torço para que isso aconteça. Sou solitário, não sinto falta. Não sei se não gosto de companhia porque não tenho ou não tenho companhia porque não gosto. Só sei de uma coisa: não ligo para pessoas.

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