Loopping.
O pior é o vazio. Sem tristeza, sem ansiedade sem nada. Só tédio, indiferença, um viver automático como um roteiro chato, já sabendo o que vamos fazer e quais vão ser as reações. Apenas sigo.
Dormir, acordar, trabalho. Um o outro jogo, uma ou outra conversa interessante, cada vez mais rara, um afastamento natural e quase irremediável. Melhor. Sem tempo para mim, refazendo coisas que estavam funcionando e sem motivo são estragadas, gente tentando me convencer que a realidade que vivo não é aquela, gente que não vive essa realidade, que quer entender um filme por um frame desfocado.
Isso cansa, cansa o corpo, cansa o espírito, cansa. O tempo passa rápido mas as coisas não mudam, não param, não acabam. Apenas parece que estou parado olhando um time lapse qualquer do mundo.
Amanhã é um dia normal, já sei o que vou fazer, falar, as brincadeiras que direi e já espero as reações. Déjà vu.
A única graça é fazer parecer que é a primeira vez que estou passando por aquilo e, ó, é uma surpresa.
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