outubro 18, 2008

O Seqüestro em Santo André.

Não quero falar da demência do tal Lindembergue, da feiúra da Eloá ou da idéia de um homem de 22 anos namorar uma menina de 15, ou 19 e 12 anos no início do namoro. Não vou comentar do circo armado ou da demora da autorização da polícia dar um fim naquilo.
Não vou falar que não se pode culpar os policiais já que as ordens vem de cima, eu fiquei com pena do coronel falando que não agiram antes com medo da repercussão. Onde já se viu, colocar o bem estar das reféns em segundo plano com medo de notíciazinhas de jornais.
Não quero falar de nada disso.
O que me indignou mesmo foi a autorização para a colega dela voltar ao poder do seqüestrador após ser liberada. Onde já se viu isso! Palhaçada!
Isso mostra muito mais sobre o estado covarde em que a sociedade vive do que parece numa olhadela superficial. O que está acontecendo? Quer dizer que o bandido pede um refém para voltar ao cativeiro e a polícia vai a casa desse refém, busca e entrega, igual a uma pizza? O Estado de Direito está de joelhos, nós estamos de joelhos. Alguns de nós queremos reagir, precisamos reagir mas quem pode fazer acontecer essa reação, encarar a bandidagem tem medo da repercussão. Da idéia que o bandido não tem culpa, a culpa é da vítima. Que o infeliz lá só fez a cagada porque a Eloá não quis ficar mais com ele.
A culpa é da menina, insensível, que não respeitou a paixão doentia do rapaz.

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