É um sentimento difícil de definir, mas parte dele é frustração, quando um passado ainda próximo se faz mais presente que o hoje. Pessoas que há muito seguiram em direções diferentes mas fazem questão de não se distanciarem estão mais próximas que quem está ao meu lado.
A frustração não vem dessas pessoas, por óbvio. Delas vem um sentimento de felicidade que minha passagem por suas vidas foi boa o suficiente para ainda se preocuparem comigo, para, discretamente em datas marcantes, perguntarem como eu passei, o que eu fiz, se está tudo bem.
A frustração vem de quem que teoricamente estaria ao meu lado não ligar, não perguntar, não notar. Simplesmente abandonar com surpresa e urgência. Não posso dizer que é não ligar, pois me obrigo a acreditar que ainda ligam, é pior. É o simples apagamento, como se eu não existisse, como se nunca tivesse me conhecido, apesar desses anos próximos.
Eu gostaria que as pessoas entendessem que não são as respostas que aproximam ou afastam as pessoas, ainda que evasivas, mas são as perguntas e a demonstração de interessem ou a falta deles, que definem a distância que estamos uns dos outros.
